A viagem do Bolder a Portugal e o primeiro evento presencial do projeto aconteceram quase em sequência. Nesta conversa ao vivo, Bolder e Lucas Tavares abrem os bastidores: público participativo, problemas técnicos, custos de produção e as diferenças percebidas entre Porto, Lisboa e Dublin.
Como foi o primeiro evento do Bolder?
O maior receio era organizar tudo e encontrar o espaço vazio. Aconteceu o contrário: o público compareceu e participou de verdade. Pessoas da plateia compartilharam histórias, fizeram perguntas e explicaram como episódios do canal influenciaram sua decisão de vir para a Irlanda.
Bolder queria mais do que uma gravação com plateia decorativa. A proposta era criar networking e entregar algo que levasse os participantes a tomar uma atitude depois do encontro.
O que funcionou e o que precisa melhorar
Espaço, alimentação e interação foram avaliados positivamente. A parte técnica apresentou falhas na transmissão e mostrou um problema logístico: desmontar o estúdio para levar câmeras, luzes e microfones aumentou o risco de erro.
Para uma próxima edição, Bolder pretende ter equipamentos menores ou duplicados, computador mais adequado para streaming e uma operação que não dependa de desmontar toda a estrutura habitual.


Por que levar o Bolder para Portugal?
Desde o começo, Bolder não queria limitar o projeto à Irlanda. Portugal foi o passo natural pela grande comunidade brasileira e pela quantidade de pessoas que consideram mudar para lá quando o período como estudante na Irlanda termina.
A viagem de uma semana exigiu marcar várias entrevistas para diluir o custo de transporte, hospedagem e equipamentos. Entre os convidados esteve Eliezer Tymniak, além de brasileiros que já haviam vivido na Irlanda e poderiam comparar os dois países.
Porto ou Lisboa?
Bolder já conhecia Lisboa, mas visitou o Porto pela primeira vez e preferiu a cidade menor, o clima mais ameno e a facilidade de locomoção. Ele elogia metrô, trem e preços do transporte no período da viagem, comparando o funcionamento com Dublin.
Também diferencia experiência de turista e vida de morador. Embora tenha sido bem tratado e não tenha enfrentado xenofobia, reconhece que quem trabalha e vive diariamente em Portugal passa por situações que uma visita curta não revela.
Produção independente na prática
O episódio mostra que expandir um podcast envolve muito mais que comprar passagem. É preciso transportar equipamento, confirmar convidados, absorver cancelamentos e produzir material suficiente para justificar o investimento.
Assista à live completa para conhecer as histórias do público, as falhas assumidas por Bolder e o planejamento que permitiu gravar uma nova série de conversas em Portugal.
