Thaís Casseb encontrou o pai pelo 23andMe depois de receber um teste genético de presente do marido. Adotada quando tinha aproximadamente seis meses, ela sempre conheceu sua história, mas não imaginava que uma correspondência de DNA permitiria reconstruir o caminho entre Belém do Pará e uma família nos Estados Unidos.
Uma adoção tratada com abertura
A mãe biológica de Thaís tinha cerca de 18 anos e não possuía apoio para criar um bebê. A mãe adotiva, que já tinha cinco filhos, aceitou cuidar dela. Aos sete anos, Thaís ouviu a explicação de que não havia nascido da barriga daquela mãe e respondeu que isso não mudava a relação entre as duas.
A curiosidade existia, sobretudo sobre semelhanças físicas, saúde e ancestralidade, mas ela não cresceu escondendo a adoção. Antes da descoberta genética, formou-se em Ciências Sociais, Geografia e Direito, trabalhou como professora em Belém e São Paulo e depois se mudou para Dublin com o marido e a filha.
Como funciona a busca de parentes pelo 23andMe?
O teste chegou pelo correio e exigiu o envio de uma amostra de saliva ao laboratório nos Estados Unidos. O processo levou cerca de seis semanas. Thaís esperava principalmente informações sobre ancestralidade e predisposições genéticas; encontrar um familiar próximo parecia improvável.
Ao abrir a árvore de correspondências, viu um primo de primeiro grau. O perfil aceitava mensagens, então explicou que havia sido adotada e perguntou se ele poderia ajudá-la a localizar o pai.

Uma prima montou o quebra-cabeça
O primo havia falecido, mas a filha dele, Darlene, respondeu. Com a árvore familiar, ela identificou dez homens que poderiam ser o pai de Thaís e começou a eliminar possibilidades por idade, localização e histórico de viagens.
Quando ligou para James, ele confirmou que havia trabalhado algumas semanas em Belém em 1979, numa empresa ligada à prospecção de petróleo na Amazônia. Antes mesmo de ouvir todos os detalhes, lembrou-se de um relacionamento e do nome Gorete, a mesma informação preservada pela família adotiva de Thaís.
James aceitou fazer o teste. A confirmação abriu espaço para chamadas de vídeo e para que ele soubesse da existência da filha. Thaís conta que se emocionou ao falar sobre sua formação e perceber orgulho na reação dele.
Raízes irlandesas dentro de uma mudança para a Irlanda
A descoberta trouxe outra coincidência: a família paterna tinha origem irlandesa. Thaís havia se mudado para Dublin antes de saber que parte de sua ancestralidade estava ligada à Irlanda. James vivia no Texas e, na época da entrevista, os dois ainda planejavam um encontro presencial.
Quais cuidados existem ao fazer teste genético?
Resultados de ancestralidade e saúde não substituem diagnóstico médico nem prova jurídica de parentesco. Também envolvem dados sensíveis e podem revelar familiares ou histórias inesperadas. Antes de participar, é importante entender as configurações de privacidade, o uso da amostra e a possibilidade de resultados emocionalmente difíceis.
Uma busca que continuava aberta
No episódio, Thaís também manifesta o desejo de encontrar Gorete, sua mãe biológica, sem julgamento ou ressentimento. A conversa mostra que o teste ofereceu uma conexão, mas foram a disponibilidade de Darlene e o trabalho paciente com datas, viagens e parentes que transformaram a correspondência genética em uma história familiar.
