O primeiro Brazilian Mastermind na Irlanda nasceu para aproximar brasileiros que já atuavam em suas áreas de quem ainda buscava direção profissional no país. No Bolder Podcast, Beatriz Gilli e Tatiane Guerreiro explicam como organizaram um evento com mais de 180 inscrições e dezenas de profissões representadas.
Como surgiu o Brazilian Mastermind?
Beatriz já desenvolvia o projeto EU.Engineer, criado para compartilhar informação e apoiar engenheiros na Europa. O trabalho começou de forma voluntária e contou com a colaboração de Arthur na parte visual e de vídeo. Tatiane, por sua vez, acumulava experiência com eventos e redes de empreendedorismo.
A parceria surgiu de uma necessidade prática: havia muitos profissionais brasileiros dispostos a ajudar, mas as conversas estavam espalhadas. Em vez de criar uma palestra tradicional, elas desenharam um encontro em que o público poderia circular e falar diretamente com pessoas de diferentes áreas.
Um evento sem palco e sem discurso pronto
O formato dividia os participantes por setores. Engenharia, enfermagem, tecnologia, recrutamento, marketing, jornalismo, publicidade, psicologia, finanças, farmácia, estética, educação física, e-commerce e empreendedorismo estavam entre as áreas citadas.
Não havia uma sequência fixa de apresentações. A proposta era permitir que cada visitante escolhesse com quem conversar e levasse perguntas concretas: como validar experiência, onde procurar vagas, o que muda no currículo e quais obstáculos aparecem no mercado irlandês.
Networking que vai além de pedir emprego
Um dos aprendizados da conversa é que networking não funciona apenas quando alguém pede uma vaga. Ele começa ao oferecer ajuda, trocar referências e manter relações profissionais. O EU.Engineer cresceu justamente a partir de colaboração voluntária e de pessoas que colocaram conhecimentos diferentes no mesmo projeto.
Beatriz também fala sobre a própria trajetória: enfrentou dificuldades no início, levou cerca de dois anos para conquistar um visto de trabalho e mais tarde obteve cidadania italiana. Essa experiência ajudou a transformar dúvidas comuns de outros imigrantes em orientação prática.
Empreender para brasileiros ou para o mercado irlandês?
O episódio discute ainda a diferença entre vender apenas para a comunidade brasileira e alcançar clientes irlandeses. A resposta depende do produto, da comunicação e do problema resolvido. Alguns negócios encontram sua base inicial entre brasileiros; outros precisam adaptar oferta e marketing desde o começo para um público mais amplo.
O que ficou daquele primeiro encontro
Como este episódio registra um evento já realizado, os valores e inscrições mencionados no vídeo são históricos. O aprendizado continua atual: encontros profissionais funcionam melhor quando as pessoas chegam com perguntas específicas, disposição para compartilhar experiências e abertura para criar parcerias.
O Brazilian Mastermind mostrou que a comunidade brasileira na Irlanda já reunia especialistas de muitas áreas — e que conectar essa experiência podia encurtar o caminho de quem estava começando.
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