Viajar por mais de 70 países não começou, para Silvia Mantovani, como uma corrida por números. No Bolder Podcast, ela conta que a mudança para a Irlanda veio depois de sair de um relacionamento abusivo e que a meta “40 antes dos 40” surgiu durante um período de reconstrução pessoal.
O recomeço na Irlanda
Aos 36 anos, Silvia deixou a região de Barcelona após enfrentar ameaças contra ela e sua família. A Irlanda se tornou um lugar para recomeçar. O trabalho era intenso, mas a localização e as passagens de baixo custo permitiam conhecer outros destinos nos intervalos.
A situação de violência faz parte da história dela e não deve ser romantizada como estímulo para viajar. Quem vive ameaça ou abuso precisa priorizar segurança e buscar os serviços locais de emergência e apoio.
Como nasceu o projeto 40 antes dos 40
Em Roma, depois de uma audiência papal e da leitura de “Comer, Rezar, Amar”, Silvia decidiu transformar uma vontade vaga em meta concreta. Já havia conhecido 12 países e precisaria visitar outros 28 antes dos 40 anos.
Para caber no orçamento, trabalhou muitas horas, usou a Irlanda como base, aproveitou voos econômicos e ficou em hostels. O plano acabaria dando origem ao livro “40 antes dos 40”.


Viajar sozinha: aventura e imprevistos
Silvia diz que prefere a experiência ao registro perfeito para redes sociais. Em uma viagem de 40 dias pela África, passou 30 dias na Etiópia e dez no Quênia; cerca de 20 dias foram dedicados ao Vale do Omo e ao contato com comunidades locais. Ela voltou com poucas selfies, mas com memórias detalhadas.
Na Índia, país que visitou três vezes, também enfrentou situações difíceis. Na primeira viagem, de aproximadamente 40 dias, um motorista a levou a uma área que ela não conhecia. Um casal indiano ajudou a reorganizar o transporte e deu suporte. Mesmo assim, ela mantém forte ligação com o país.
É seguro viajar sozinha?
A experiência de Silvia não elimina riscos. Ela própria sugere que mulheres sem experiência considerem grupos especializados em determinados destinos. Pesquisa, seguro, contatos de emergência e planejamento de deslocamentos importam tanto quanto coragem.
O que muda depois de conhecer tantos países?
Bangladesh aparece como um destino difícil para Silvia, sobretudo pela densidade urbana, poluição e condições sociais que presenciou. Outros lugares despertaram vontade de voltar. A conversa evita a ideia de que todo país precisa gerar a mesma emoção.
Mais do que completar uma lista, Silvia descreve como viajar alterou sua leitura de liberdade, medo e pertencimento. O episódio completo reúne os perrengues e encontros que não cabem em uma contagem de países.
