Jéssica Donelli transformou uma experiência traumática com sua própria cidadania italiana em trabalho de orientação para outras famílias. No Bolder Podcast, ela conta como deixou o Brasil, trabalhou na Nova Zelândia, descobriu a ascendência italiana e quase se envolveu numa fraude sem saber.
Atenção: este artigo resume um episódio gravado em outro contexto legal. As regras da cidadania italiana sofreram mudanças importantes e devem ser verificadas nas fontes oficiais ou com profissional habilitado antes de qualquer decisão.
O inglês como solução para a carreira
Formada em Administração, Jéssica queria trabalhar em banco ou multinacional, mas percebia que o inglês limitava as oportunidades. Começou um curso no Brasil e planejou um intercâmbio para melhorar o currículo antes de voltar.
O destino escolhido foi a Nova Zelândia. Trabalhando com limpeza, descobriu que alguns empregadores podiam apoiar uma autorização profissional. Conseguiu permanecer por mais tempo e passou a considerar uma vida definitiva fora do Brasil.
A descoberta do antepassado italiano
Numa conversa com viajantes, Jéssica conheceu um brasileiro que vivia na Austrália com passaporte italiano. A história despertou uma lembrança familiar e ela começou a pesquisar se também teria ascendência.
Enquanto continuava trabalhando na Nova Zelândia, pediu ao namorado — hoje seu marido — que ajudasse a localizar documentos no Brasil. O plano era reconhecer a cidadania e construir a vida do casal na Europa, onde ambos pudessem trabalhar.
Por que encontrar certidões pode ser tão difícil?
Nomes italianos frequentemente foram alterados nos registros brasileiros. Giuseppe pode aparecer como José, e sobrenomes ganharam letras, perderam terminações ou foram escritos conforme a pronúncia. Jéssica cita uma família que procurava “Antonelli”, quando a certidão registrava “Antoniello”.
Histórias dos avós ajudam a reconstruir o caminho: cidade onde viveram, religião, língua falada, parentes e costumes. Montar a árvore genealógica antes de contratar um serviço reduz buscas aleatórias e permite avaliar melhor as propostas.
O risco de fazer o processo sem entender o endereço
Jéssica viajou à Itália e contratou uma assessoria acreditando estar seguindo o procedimento correto. Mais tarde, descobriu que estava registrada como residente numa cidade onde não morava. Segundo seu relato, a responsável havia combinado o endereço com um agente municipal sem explicar o que estava sendo feito.
Ela percebeu que poderia responder por documentos e declarações preparados por terceiros. Ao questionar o comune, ouviu suspeitas sobre a documentação e precisou cancelar a procuração da assessora para ter acesso direto ao próprio processo.
Quando a assessoria tenta impedir perguntas
Ao alertar outros clientes, Jéssica foi acusada de criar confusão e prejudicar os processos. Algumas pessoas preferiram não perguntar por medo de perder dinheiro ou ter o reconhecimento interrompido.
Esse comportamento é um sinal de alerta. O cliente precisa saber onde está registrado, quem assinou os documentos, qual autoridade analisa o pedido e como acessar o protocolo. Promessas de rapidez não justificam informações ocultas.
Trabalho na Alemanha durante o impasse
Sem conseguir avançar na Itália, Jéssica recebeu uma oportunidade numa gelateria na Alemanha. Morava na casa dos proprietários, trabalhava longas jornadas e recebia alimentação e acomodação.
Começou na produção dos sorvetes e depois foi colocada no atendimento. Como não falava alemão, anotava frases conforme o som, decorava números, cardápio e saudações. Quando o cliente saía do roteiro, precisava pedir ajuda.
Da própria experiência à Prática Consultoria
Durante o problema, uma brasileira ajudou Jéssica a reorganizar o processo. Anos depois, essa profissional a convidou para voltar à Itália e apoiar a gestão de uma empresa de cidadania.
Jéssica começou a publicar conteúdo explicando documentos, pesquisa e riscos. Pessoas relatavam ter encontrado certidões ou evitado golpes depois de assistir aos vídeos. A procura cresceu e deu origem à Prática Consultoria.
Controles internos também evitam fraude
O crescimento trouxe outro desafio: criar processos para que nenhum funcionário ou parceiro pudesse movimentar documentos sem supervisão. Jéssica passou a estudar gestão de risco, automação e divisão de responsabilidades.
Ela resume a fraude como combinação de oportunidade, falta de controle e má-fé. Mesmo uma equipe confiável precisa de registros, conferência e transparência para proteger clientes e a própria empresa.
Como pesquisar a cidadania italiana com segurança?
O primeiro passo é conversar com a família e montar uma árvore genealógica. Certidões de nascimento, casamento e óbito ajudam a conectar gerações e identificar onde o antepassado pode ter sido registrado.
Antes de contratar, peça contrato, identificação dos responsáveis, etapas, custos, riscos e acesso aos protocolos. Desconfie de endereço fictício, promessa de prazo garantido e orientação para esconder onde você realmente mora.
Assista ao episódio para conhecer a história completa de Jéssica Donelli. Para iniciar um processo hoje, confirme primeiro as regras atuais da Itália, pois procedimentos e critérios mencionados na gravação podem não estar mais em vigor.
Continue acompanhando o Bolder
Histórias reais de brasileiros pelo mundo: imigração, intercâmbio, carreira e vida fora do Brasil.
💥 Recursos para você
Alguns links são de parceiros e podem apoiar o Bolder sem custo adicional para você.
🤝 Parceiros
Conheça as empresas que apoiam o Bolder Podcast.
📱 Mais Bolder
#irlanda #intercambio #imigracao
