Cris deixou Caçapava, trabalhou em navio de cruzeiro, viveu nos Estados Unidos e depois recomeçou na Irlanda. No Bolder Podcast, ele compara morar nos Estados Unidos e na Irlanda a partir de experiências concretas com trabalho, idioma, comunidade brasileira e adaptação.
A trajetória também inclui uma barbearia no Brasil, jornadas de 12 horas no navio e um grave acidente de scooter já em território irlandês.
Da barbearia ao trabalho em navio de cruzeiro
Antes de sair do Brasil, Cris administrou uma barbearia em Caçapava que chegou a reunir outros barbeiros e uma tatuadora. Mesmo com o negócio funcionando, o desejo de viver fora continuou presente.
A primeira experiência internacional veio como assistente de garçom em um navio de cruzeiro. O trabalho permitia guardar dinheiro, mas envolvia uma rotina pesada: cerca de 12 horas por dia e praticamente sem folgas.
Como foi morar nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, Cris passou por diferentes trabalhos e precisou desenvolver o inglês na prática. Ele fala sobre a presença da comunidade brasileira, mas também lembra que apoio entre conterrâneos não é garantido. Em uma das experiências, afirma ter ficado sem receber corretamente de um empregador.
A pandemia também marcou esse período e trouxe instabilidade para quem dependia do trabalho presencial.

Estados Unidos ou Irlanda: qual oferece melhor qualidade de vida?
Na comparação de Cris, os Estados Unidos oferecem maior poder de compra em algumas situações, enquanto a Irlanda apresenta um ritmo de vida mais calmo e relações sociais que ele considera mais abertas.
Isso não significa ausência de problemas. Ele comenta o clima, o consumo excessivo de álcool nas ruas e situações urbanas que exigem atenção, especialmente para quem ainda está se adaptando ao país.
O acidente de scooter na Irlanda
Um dos momentos mais difíceis ocorreu depois de um acidente de scooter. Cris relata ter passado aproximadamente um mês hospitalizado e não se lembrar de parte do período. A recuperação alterou a experiência que vinha construindo na Irlanda e trouxe uma dimensão mais séria à conversa sobre imigração.
Onde vale mais a pena morar?
Depois de viver em lugares diferentes, Cris ainda não apresenta uma resposta definitiva. A Irlanda vinha sendo uma experiência positiva, mas ele continuava aberto a outros destinos.
O episódio mostra que escolher um país envolve mais do que salário: condições de trabalho, idioma, segurança, relações pessoais e capacidade de recomeçar influenciam a decisão.
Assista à entrevista completa para acompanhar a trajetória de Cris e as diferenças que ele percebeu entre Brasil, Estados Unidos e Irlanda.
