COMO É VIVER NUMA MINICASA NA IRLANDA

Vale a pena viver em uma minicasa na Irlanda? O tour real por um estúdio de 13m²

Muitos brasileiros que planejam o intercâmbio ou a imigração para a Ilha Esmeralda se deparam com a mesma dúvida: como equilibrar o alto custo do aluguel com a necessidade de privacidade? No vídeo de hoje, o Bolder visitou o apartamento da Ana e do João, um casal que optou por uma estratégia comum em Dublin: sacrificar o espaço físico em troca de localização e economia.

Neste post, vamos explorar os detalhes reais desse estilo de vida, os custos envolvidos e se, no fim das contas, morar em um espaço tão reduzido compensa para quem busca crescer no exterior.

O desafio dos 13 metros quadrados: Minimalismo na prática

A residência visitada por Fillipe (o Bolder) fica na região de Ranelagh, Dublin 6, uma área nobre e muito procurada por sua segurança e conveniência. Trata-se de um estúdio que faz parte de um prédio antigo totalmente reformado, onde cada cômodo da planta original foi transformado em uma unidade independente.

O espaço útil real, segundo o casal, gira em torno de 13 a 15 metros quadrados. Para circular, é preciso técnica: em certos pontos, como na entrada e no acesso ao chuveiro, é necessário passar de lado para não bater nos móveis ou nas paredes.

Como funciona a organização em um espaço tão pequeno?

  • Móveis Embutidos: O uso de armários planejados que vão até o teto é essencial para guardar roupas e malas.
  • Cozinha Otimizada: A geladeira é maior que um frigobar comum de intercambista, mas não há gavetas para talheres, o que exige o uso de organizadores criativos.
  • Móveis Multifuncionais: A mesa de jantar serve simultaneamente como escritório para o João e bancada de apoio.
  • Regra do “Um Entra, Um Sai”: Para manter o ambiente habitável, Ana menciona que pratica o desapego constante: para comprar um calçado novo, um antigo precisa ser descartado.

Custos e Vida Financeira: Quanto custa morar em Ranelagh?

Uma das perguntas que o público mais faz é: “como funciona o custo de vida para um casal recém-chegado?”. No vídeo, o casal é bem transparente sobre os números:

  • Aluguel: O valor pago é de €1.550 por mês. Embora pareça alto para o tamanho, o Bolder destaca que o imóvel é totalmente novo e está localizado em uma das melhores áreas de Dublin, o que evita gastos com transporte.
  • Eletricidade: Em média €100 mensais, valor que sobe no inverno devido ao uso de água quente e secadora de roupas.
  • Poder de Compra: Mesmo trabalhando em subempregos (housekeeping e limpeza), o casal consegue pagar todas as contas e ainda guardar cerca de 50% do que ganha.

Por que escolher uma minicasa em vez de um quarto compartilhado?

Para quem está vindo do Brasil, a ideia de morar em 13m² pode parecer claustrofóbica, mas o João e a Ana explicam a linha de raciocínio por trás da escolha. Eles já passaram pela experiência de dividir casa com outros casais e a falta de privacidade foi o maior motivador para a mudança.

Ter o próprio banheiro, poder cozinhar a qualquer hora e não ter que dividir a geladeira foram pontos cruciais. Além disso, a localização estratégica permite que o João vá ao trabalho em apenas 10 minutos de caminhada, eliminando o estresse do transporte público de Dublin.

Quais os riscos e desvantagens reais?

Nem tudo são flores na vida “tiny house”. O Bolder e o casal pontuaram dificuldades específicas:

  1. Ventilação e Cheiro: Cozinhar frituras em um ambiente tão pequeno exige que a janela e o exaustor fiquem ligados o tempo todo para o cheiro não impregnar na cama.
  2. Calor no Verão: Devido ao excelente isolamento térmico das janelas de vidro duplo (ótimo para o inverno), o estúdio pode virar um “forno” nos dias mais quentes da Irlanda.
  3. Logística Doméstica: Secar roupas no varal dentro de casa bloqueia a circulação, sendo necessário “desviar” do varal para chegar à cozinha.

Conclusão: Vale a pena?

Para o casal, a resposta é um sim decidido para esta fase da vida. O foco deles não é o conforto luxuoso imediato, mas sim a economia agressiva para realizar o sonho de comprar um chalé nas montanhas no Brasil futuramente. Eles encaram o estúdio como um “treinamento” para uma futura viagem de motorhome pela Europa.

Se você prioriza privacidade e quer acelerar suas economias na Irlanda, uma minicasa pode ser o caminho, desde que você esteja disposto a abraçar o minimalismo.

E você, conseguiria viver em 13 metros quadrados para economizar em euro? Deixe seu comentário abaixo e não esqueça de assistir ao tour completo no canal do Bolder Podcast!

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