Ucraniana é condenada após viajar à Irlanda a cada duas semanas para receber benefício sem morar no país

Uma mulher ucraniana foi condenada a dez meses de prisão por receber €9.103 em Jobseeker’s Allowance apesar de nunca ter morado nos endereços informados ao Department of Social Protection. Segundo o tribunal, ela viajava à Irlanda a cada duas semanas para retirar os pagamentos e depois retornava ao exterior.

Tetiana Stakhiv, de 51 anos, admitiu o furto do valor pago entre outubro de 2025 e abril de 2026. O caso foi analisado pelo Dublin Circuit Criminal Court.

Voos coincidiam com as datas dos pagamentos

A Garda informou ao tribunal que diversos voos entre Dublin e a Polônia coincidiam com as datas em que o benefício era recolhido. Os registros do passaporte da acusada também correspondiam ao histórico das viagens.

Uma verificação feita pelo Department of Social Protection concluiu que Stakhiv nunca havia vivido em nenhum dos endereços fornecidos ao órgão. Ela foi presa em maio de 2026.

Prédio do Criminal Courts of Justice em Dublin
O caso foi julgado no Dublin Circuit Criminal Court. Imagem: Getty Images via RTÉ.

Juiz considerou o crime planejado

O juiz Martin Nolan afirmou que se tratava de um crime pensado previamente, pois a acusada vinha ao país, alegava morar na Irlanda e recebia o pagamento mesmo vivendo no exterior.

A pena de dez meses foi aplicada com efeito retroativo a 25 de maio, quando Stakhiv entrou em custódia.

Defesa apresentou contexto médico e os efeitos da guerra

A defesa informou que Stakhiv sofre de uma condição médica grave e que o tratamento deixou de estar disponível para ela após o início da guerra na Ucrânia. Segundo o relato apresentado ao tribunal, ela passou a comprar medicamentos no mercado clandestino.

Também foi dito que a acusada não falava inglês, não tinha família ou vínculos na Irlanda e não possuía dinheiro, bens pessoais ou sinais de riqueza quando foi detida. A Garda reconheceu que ela não era uma estrategista criminosa e demonstrou alguma solidariedade diante de sua situação.

Após deixar a prisão, Stakhiv pretende viver com a filha de 24 anos na Bulgária, segundo informou sua defesa.

Fontes e créditos das imagens

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