O cyberbullying amplia a exposição de quem sofre uma agressão e pode manter o ataque circulando muito depois da primeira publicação. As psicólogas Larissa Roth e Janaína Leony conversam com Bolder sobre os impactos psicológicos, a busca por validação nas redes e o papel da família na prevenção.
O episódio também diferencia conflitos presenciais de ataques digitais e discute por que o anonimato e os perfis falsos podem reduzir a sensação de responsabilidade de quem agride.
Qual é a diferença entre bullying e cyberbullying?
No bullying presencial, a agressão costuma estar ligada a um espaço e a um grupo específicos. No ambiente digital, uma mensagem, imagem ou vídeo pode alcançar mais pessoas, ser compartilhado repetidamente e invadir momentos que antes seriam de proteção, como o tempo em casa.
Larissa e Janaína explicam que a distância da tela não elimina as consequências. Para a vítima, o conteúdo continua sendo real; para o agressor, esconder-se atrás de um perfil pode criar uma falsa sensação de impunidade.


Cancelamento e busca por validação online
A conversa relaciona o cyberbullying à necessidade de pertencimento e reconhecimento. Likes, compartilhamentos e a expectativa de alguns minutos de visibilidade podem incentivar comportamentos que seriam evitados em uma interação frente a frente.
O cancelamento também é analisado pelo efeito coletivo: muitas pessoas participam de um ataque sem conhecer todo o contexto e sem perceber a dimensão que o volume de mensagens assume para quem está do outro lado.
Quais são os impactos psicológicos do cyberbullying?
As psicólogas abordam sinais como isolamento, ansiedade, queda de autoestima e mudanças de comportamento. Em situações graves, a violência online pode estar associada a automutilação e pensamentos suicidas, o que exige atenção imediata e suporte profissional.
Esses sinais não devem ser usados para diagnosticar alguém. Eles servem como alerta para conversar, acolher e procurar ajuda qualificada quando houver sofrimento.
Como os pais podem ajudar?
O episódio defende que proteção não se resume a controlar o tempo de tela. Pais e responsáveis precisam conhecer os ambientes digitais usados pelos filhos e manter um diálogo no qual a criança ou o adolescente consiga relatar um problema sem medo de punição ou de perder o acesso à internet.
Mudanças repentinas de humor, abandono de atividades e resistência em falar sobre a escola ou as redes podem justificar uma conversa mais cuidadosa.
O que fazer em caso de cyberbullying?
Guardar registros das mensagens, bloquear perfis, usar as ferramentas de denúncia da plataforma e procurar apoio de uma pessoa de confiança são medidas discutidas no episódio. Dependendo da gravidade e do local onde o caso ocorreu, também pode ser necessário buscar orientação da escola, de um profissional de saúde ou das autoridades competentes.
Assista à conversa completa com Larissa Roth e Janaína Leony para entender como cyberbullying, cancelamento e saúde mental se conectam.
