Se você mora fora do Brasil, na Irlanda, na Inglaterra, em qualquer outro canto da Europa, e já pensou em ter uma casa na Espanha, este post é para você.
Recentemente, conversei com a Elaine Canal, especialista em compra de imóveis na Espanha e criadora do canal @investirnaespanha, durante uma visita à cidade de Gandia, na Comunidade Valenciana. Durante quase 50 minutos, ela explicou com detalhes como funciona o processo, quais os erros mais comuns e por que cada vez mais brasileiros estão escolhendo a Espanha no lugar de Portugal.
Aqui estão os pontos principais da conversa.
Por Que a Espanha?
O grande atrativo é o preço. A Espanha ainda oferece imóveis costeiros a um valor significativamente mais acessível do que Portugal para imóveis comparáveis, com piscina, dois ou três quartos, perto da praia. Segundo a Elaine, ela atende clientes que buscaram exatamente isso em Portugal e simplesmente não encontraram dentro do orçamento. Na Espanha, o mesmo imóvel existe, e cabe no bolso.
Além do preço, a qualidade de vida nas regiões costeiras espanholas, o clima mediterrâneo e a facilidade de locomoção dentro da Europa fazem da compra um investimento que vai além do financeiro.
As Regiões Mais Procuradas
Nem toda a Espanha é igual na hora de comprar. As regiões mais buscadas por brasileiros são:
Comunidade Valenciana, a mais desejada. Inclui a cidade de Valência (com intensa vida cultural e ótima infraestrutura), Gandia e toda a faixa costeira ao redor de Alicante. É onde a Elaine concentra a maior parte do seu trabalho.
Catalunha: Barcelona é um sonho para muitos, mas é cara. Tarragona, dentro da mesma comunidade autônoma, é uma alternativa mais acessível e igualmente bem localizada.
O padrão é claro: o litoral é o que todo mundo quer. E dentro do litoral, a Comunidade Valenciana lidera.
Quanto Custa Um Imóvel na Espanha?
Os preços variam muito dependendo da cidade, da proximidade com a praia e do estado do imóvel. Para ter uma referência:
- É possível encontrar apartamentos a partir de €15.000, mas esses imóveis precisam de reforma completa e não estão prontos para morar.
- O termo que você vai ouvir muito é “entrar a vivir”: significa que o apartamento tem condições mínimas de habitação. Não necessariamente bonito ou renovado, mas habitável.
- Imóveis bem localizados, prontos para morar, com piscina e dois quartos, ficam em faixas bem mais altas, e é aí que entra a comparação favorável com Portugal.
A Elaine ressalta que o mercado imobiliário espanhol tem valorizado consistentemente. Imóveis que ela vendia por um preço há alguns anos, hoje estão num patamar diferente. Quem compra agora está comprando antes de mais uma rodada de valorização.
Brasileiros Podem Financiar?
Sim, e essa é uma das informações mais importantes da conversa.
A maioria dos clientes da Elaine são brasileiros que vivem na Europa. Esses clientes podem usar a documentação do país onde trabalham para solicitar um financiamento (hipoteca) na Espanha. Contracheques, declaração de imposto de renda do país de residência: tudo isso é válido para o banco espanhol avaliar.
Em geral, o banco financia entre 70% e 80% do valor do imóvel. Ou seja, você precisa ter entre 20% e 30% de entrada, mais as despesas de escrituração (taxas, impostos e custos do processo).
A Elaine comprou o próprio imóvel combinando uma poupança proveniente da venda de um terreno no Brasil com um empréstimo feito no país onde morava. Com o aluguel recebido pelo imóvel, pagou o empréstimo. É o tipo de estratégia que ela também orienta os clientes a considerar.
O Processo de Compra: Onde Tudo Pode Dar Errado
Esse é o trecho mais importante de toda a conversa. O maior erro que brasileiros cometem ao tentar comprar um imóvel na Espanha é pagar a reserva antes de ter a hipoteca aprovada.
Funciona assim: quando você encontra um imóvel que quer comprar, a imobiliária pede uma reserva para retirar o imóvel do mercado. Parece razoável. O problema é que, sem saber se o banco vai aprovar o financiamento, você corre o risco de perder esse valor, e a Elaine confirma que os casos acontecem com frequência.
O processo correto, como ela estrutura para os clientes dela, é sincronizado:
- Consultoria inicial: análise da situação financeira, do país onde você mora, de qual documentação está disponível e de qual região faz sentido para o seu objetivo.
- Pré-aprovação bancária: antes de visitar qualquer imóvel ou pagar qualquer coisa, entender se o banco aprovaria a hipoteca e em quais condições.
- Busca de imóveis: com segurança sobre o orçamento real disponível.
- Reserva e escrituração: só nesse momento, com tudo alinhado, avançar para a etapa de tirar o imóvel do mercado e fechar o negócio.
Fazer esse processo fora de ordem (visitar, se apaixonar, pagar a reserva e só então bater na porta do banco) é o caminho mais direto para perder dinheiro.
Espanha x Portugal: A Comparação Que Todo Mundo Faz
Segundo a Elaine, a migração de compradores de Portugal para a Espanha é “muitíssima”. O motivo central é o preço. Um apartamento de dois ou três quartos com piscina na costa portuguesa pode custar o dobro ou mais do equivalente em Valência ou Alicante.
Para quem tem como objetivo ter uma base no Mediterrâneo, seja para morar parte do ano ou como investimento, a Espanha apresenta hoje uma equação mais favorável.
Por Onde Começar?
A Elaine não simplesmente lista imóveis: ela faz uma consultoria completa antes de qualquer visita. Nessa primeira reunião, ela analisa sua situação, explica qual documentação você precisa, avalia se o banco aprovaria a hipoteca com sua renda atual e orienta sobre qual região faz mais sentido para o seu perfil.
Se você está pensando em comprar um imóvel na Espanha, seja para morar, passar temporadas ou investir, esse é o primeiro passo certo a dar.
→ Fale diretamente com a Elaine e agende sua consultoria
Este post é baseado na entrevista com Elaine Canal, especialista em compra de imóveis na Espanha e criadora do canal Investir na Espanha. Assista ao episódio completo no Bolder Podcast.
