Ser corretor de imóveis na Irlanda é bem diferente de exercer a profissão no Brasil. Alan Lima, brasileiro que chegou ao país pela primeira vez em 2002, explica a Bolder como entrou no setor, como são feitas as vendas e por que o corretor irlandês trabalha principalmente para o proprietário.
De funcionário de fábrica ao mercado imobiliário
Alan viveu nove anos na Irlanda, voltou ao Brasil por cinco anos e retornou em 2016. A primeira experiência no país foi em fábrica. Anos depois, um primo que já atuava como corretor abriu a porta para que ele conhecesse a profissão.
O início incluiu tarefas sem comissão e aprendizado direto no mercado. No episódio, Alan também comenta a necessidade de qualificação e licença para atuar, além do fato de manter um segundo trabalho enquanto desenvolvia a carreira.
Como funciona o corretor de imóveis na Irlanda
A diferença central é quem contrata o profissional. Na Irlanda, o estate agent normalmente representa quem está vendendo o imóvel. O comprador pesquisa anúncios, participa das visitas e conversa com diferentes agências, sem ter necessariamente um corretor dedicado a encontrar uma casa para ele.
Isso altera a dinâmica da comissão. Alan explica que o modelo de dividir comissão entre um corretor do vendedor e outro do comprador, comum em partes do Brasil, não é a regra no mercado irlandês.


Leilão, proposta e compra da casa
O preço anunciado pode funcionar como ponto de partida. Imóveis bem apresentados e localizados tendem a receber várias propostas, criando uma disputa entre compradores. Alan ressalta, porém, que nem toda propriedade vira um leilão competitivo: condição, região, procura e preço influenciam o resultado.
Para o comprador, estar preparado financeiramente é essencial. A conversa aborda depósito, financiamento e a importância de saber o próprio limite antes de fazer ofertas. As regras e condições bancárias mudam; por isso, os detalhes citados no episódio devem ser entendidos no contexto da gravação e confirmados com profissionais habilitados.
Comprar ou alugar na Irlanda: vale a pena?
Alan não trata a compra como decisão automática. Tempo de permanência, estabilidade de renda, entrada disponível e planos familiares precisam entrar na conta. Para quem pretende criar raízes, a casa própria pode fazer sentido; para quem ainda não definiu o futuro, manter flexibilidade também tem valor.
O que observar antes de comprar
Além do valor da prestação, o comprador precisa considerar localização, estado do imóvel, custos jurídicos, vistoria e capacidade de competir sem ultrapassar o orçamento. O episódio completo ajuda a entender por que comprar uma casa na Irlanda envolve bem mais do que encontrar um anúncio interessante.
