Ferry da Irlanda para a França: preço, cabine e cachorro

Viajar de ferry da Irlanda para a França permite levar carro, bagagem e cachorro numa única travessia. Bolder e Carol escolheram esse caminho antes de seguir por estrada até Portugal e passaram quase um dia inteiro dentro do navio.

No vídeo, eles mostram check-in, cabine, canil, restaurantes, áreas comuns e o desembarque. A experiência acabou sendo mais longa do que o previsto: o mau tempo atrasou a saída em cerca de 16 horas e deixou o mar bastante agitado.

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Contexto: preços, horários e regras para animais correspondem à viagem registrada. Consulte diretamente a companhia antes de comprar, pois rotas, navios, tarifas e exigências podem mudar.

Por que ir de ferry em vez de avião?

O destino final era Portugal, onde o casal ficaria no apartamento de amigos durante o fim do ano. Passagens aéreas para duas pessoas, somadas ao transporte do cachorro Mimo, estavam caras naquele período.

O ferry oferecia duas vantagens: preço competitivo e liberdade para levar o próprio carro. Depois de desembarcar na França, seria possível atravessar Espanha e Portugal sem alugar veículo ou limitar a bagagem às regras de uma companhia aérea.

A viagem também era uma experiência diferente. Em vez de chegar rapidamente ao destino, eles transformaram o deslocamento em parte da aventura.

Essa escolha funciona melhor para quem dispõe de vários dias. Uma pessoa com apenas cinco dias de férias perderia uma parcela grande no mar e na estrada.

Quanto custou o ferry da Irlanda para a França?

A passagem de ida e volta custou €658. O valor incluía dois passageiros, carro, cachorro e cabine. Bolder escolheu uma tarifa flexível, que permitia mudanças, em vez da opção mais barata.

A flexibilidade parecia importante porque uma viagem longa está sujeita a imprevistos. Alterar a volta sem perder todo o valor dava maior segurança ao roteiro.

O preço não deve ser comparado apenas com duas passagens aéreas. É necessário incluir transporte do animal, aluguel de carro, bagagem e deslocamento até o destino final.

Por outro lado, ferry envolve combustível, pedágios, hotel na estrada e desgaste do veículo. A opção mais econômica depende do número de pessoas, da duração e do itinerário.

Como funciona o check-in com o carro?

O check-in foi realizado sem sair do automóvel. O casal chegou por volta das 6h30, seguindo a orientação de apresentar-se a partir das 6h.

O embarque original deveria ter acontecido às 16h do dia anterior. Uma mensagem e um e-mail informaram atraso de aproximadamente 16 horas por causa das condições marítimas.

Enquanto esperavam na fila, Bolder e Carol comeram os sanduíches que haviam levado. Ter água e comida no carro ajudou diante da incerteza sobre o horário real de embarque.

Depois do check-in, receberam um cartão que funcionava como chave da cabine. O carro ficou estacionado num dos decks destinados aos veículos.

Como era a cabine do navio?

A cabine não possuía janela e tinha capacidade para quatro pessoas, embora apenas duas fossem utilizá-la. Duas camas adicionais podiam ser abertas nas paredes.

Havia luz de leitura, telefone, espaço para pendurar roupas e banheiro privativo com chuveiro e pia. A escada guardada no quarto permitia alcançar as camas superiores.

O colchão pareceu suficiente para uma noite. Como a travessia longa exigia reserva de cabine, passageiros deitados nos lounges faziam isso por opção, e não por falta de cama.

Uma cabine interna é mais barata, mas não recebe luz natural e dificulta perceber o horário. Para algumas pessoas, janela ajuda a reduzir sensação de confinamento; para outras, enxergar o horizonte diminui o enjoo.

O que havia nas áreas comuns?

O navio possuía cafés, restaurante, lounges, loja duty free, área infantil e cinema. Um café americano custou €3,50, enquanto um panini aparecia no cardápio por aproximadamente €8,95.

A loja lembrava um aeroporto, com bebidas, perfumes, cosméticos, brinquedos e produtos irlandeses. Uma camisa de rugby custava cerca de €34,95.

O playground ajudava famílias a ocupar as crianças durante muitas horas. O cinema era outra alternativa, embora não estivesse funcionando quando Bolder passou pelo local.

Também existiam decks externos. O vento aumentava bastante na parte aberta, tornando a permanência curta. Mesmo em clima aparentemente tranquilo, o movimento e as rajadas exigiam cuidado.

Quanto tempo durou a travessia?

A previsão inicial era de cerca de 18 horas. Depois do atraso e das condições do mar, o comandante estimou chegada na manhã seguinte, levando a travessia para perto de 22 horas.

O navio permaneceu bastante tempo próximo da costa irlandesa. Bolder conseguia ver Dublin mesmo depois de horas a bordo.

Na manhã seguinte, ele precisou usar parte dos 20 minutos gratuitos de internet para consultar o site e descobrir a estimativa de chegada. Sentiu falta de anúncios regulares sobre posição e desembarque.

Para quem precisa trabalhar online, o pacote gratuito era insuficiente. É importante verificar preço e qualidade da internet antes de contar com conexão durante a viagem.

Como funciona o transporte de cachorro no ferry?

Nessa embarcação, animais não podiam permanecer na cabine nem circular nas áreas comuns. Mimo precisava ficar no canil do navio.

Havia compartimentos de tamanhos diferentes. Os menores e mais baratos já estavam esgotados quando o casal fez a reserva, por isso precisaram escolher outra categoria.

O transporte do cachorro custou aproximadamente €55 em cada trecho. Comprar com antecedência aumenta a chance de reservar o espaço adequado ao tamanho do animal.

Bolder levou um cadeado para a porta, além de pano, objeto com cheiro familiar e água. Esses itens deixaram Mimo mais confortável e ajudaram a criar uma referência dentro do ambiente desconhecido.

Quantas vezes é possível visitar o animal?

Os tutores tinham três horários determinados para visitar o canil, aproximadamente às 10h15, 13h15 e 17h45. Cada visita durava cerca de 15 minutos.

Bolder considerou pouco. Preferiria acesso mais frequente ou liberdade para permanecer perto do animal, especialmente numa travessia tão longa.

Todos os tutores chegavam ao mesmo tempo, deixando alguns cachorros agitados. Latidos, movimento do navio e presença de outros animais aumentavam o estresse.

Mimo, entretanto, pareceu tranquilo. Depois da segunda visita, já estava acomodado no canto e não demonstrava desespero. Ver os tutores retornando também ajudava a mostrar que não havia sido abandonado.

O canil estava limpo e seguro?

A primeira impressão foi positiva. Apesar da quantidade de animais, não havia cheiro forte de urina ou fezes. O ambiente tinha o odor normal de muitos cachorros juntos.

As gaiolas maiores acomodavam até cães como pastor-alemão. Cada tutor precisava escolher o espaço adequado e preparar água e material confortável.

No desembarque, o atendimento piorou. Os passageiros já tinham autorização para entrar nos carros, mas os contêineres do canil continuavam trancados. Demorou até um funcionário chegar e liberar os animais.

O episódio terminou bem, mas o atraso mostrou a importância de não deixar o cachorro sem supervisão até o último momento possível.

O navio balança muito?

No começo, o movimento era leve. Como embarcações grandes tendem a ser mais estáveis do que lanchas e catamarãs, Bolder acreditou que a travessia permaneceria confortável.

Depois do meio-dia, o mar piorou. O navio começou a balançar e Carol ficou bastante enjoada, conseguindo permanecer melhor apenas deitada.

Bolder percebia o movimento, mas não sentia náusea. A diferença mostra que não é possível prever a reação apenas pelo tamanho da embarcação.

Quem costuma enjoar deve conversar com médico ou farmacêutico antes da viagem e levar o medicamento apropriado. Também ajuda evitar refeições pesadas e escolher uma área com menos movimento.

Como foi a alimentação a bordo?

Por causa do atraso, o casal recebeu um voucher para uma refeição quente. O prato escolhido normalmente custaria €19,95 e incluía hambúrguer, batata e onion rings.

A avaliação foi ruim. Bolder gostou mais da salada do que da carne e não conseguiu terminar a refeição. A batata e os anéis de cebola também não agradaram.

Como faltavam muitas horas para a chegada, uma refeição melhor teria feito diferença. A experiência reforça a vantagem de levar lanches, especialmente para quem possui restrição alimentar ou não quer depender do cardápio.

Restaurante e cafés tinham horários próprios. Chegar depois do encerramento poderia deixar o passageiro apenas com opções frias ou máquinas.

Como se preparar para uma viagem longa de ferry

Leve documentos, medicamentos, água, lanches, carregadores e uma pequena bolsa para a cabine. Itens importantes não devem ficar presos no carro, pois o acesso ao estacionamento pode ser restrito durante a navegação.

Para o animal, prepare documentação veterinária, reserva confirmada, cadeado, água, cama ou pano e os itens exigidos pela companhia e pelo país de destino.

Reserve margem no roteiro. O atraso desta viagem consumiu praticamente um dia e poderia comprometer hotel, compromissos ou conexões já pagas.

Também escolha a tarifa segundo o risco. A opção flexível foi mais cara, mas permitiria alterar datas se acontecesse outro imprevisto.

Ferry ou avião: como comparar corretamente

Para duas pessoas sem animal e com pouca bagagem, o avião pode continuar mais barato. A comparação muda quando entram cachorro, malas despachadas, aluguel de carro e deslocamento entre aeroporto e destino.

No ferry, o próprio veículo funciona como espaço de bagagem, mas fica inacessível durante a travessia. No avião, a jornada é mais curta, porém o transporte de animais possui regras, disponibilidade e custos específicos.

Também existe o valor do tempo. Quase 22 horas de navegação, somadas à espera e à estrada até Portugal, ocupam dias de férias. Quem trabalha remotamente não deve presumir que conseguirá produzir normalmente, pois internet e movimento do mar podem atrapalhar.

Faça duas planilhas simples: custo total porta a porta e horas totais porta a porta. A melhor escolha fica mais clara quando se compara a viagem inteira, não apenas o preço anunciado.

O que verificar antes de viajar com um animal

A reserva do canil não substitui a documentação. Microchip, vacinação, passaporte ou certificado sanitário e tratamentos exigidos pelo destino precisam estar dentro dos prazos.

Confirme ainda o tamanho da gaiola, material permitido, horários de visita e responsável por fornecer água. Pergunte como funciona a retirada em caso de atraso ou emergência.

Animais muito ansiosos podem precisar de preparação comportamental. Medicamentos ou sedação não devem ser improvisados; qualquer decisão deve ser discutida previamente com veterinário.

Uma etiqueta com nome, telefone e destino ajuda se houver troca de gaiola ou problema no desembarque. Fotografar o animal e o espaço no início também cria um registro útil.

Vale a pena ir de ferry da Irlanda para a França?

Para Bolder, valeu pela economia relativa, pela possibilidade de levar Mimo e pela liberdade de seguir com o próprio carro até Portugal.

Os pontos negativos foram a duração, o atraso, o enjoo de Carol, as visitas limitadas ao canil e a pouca comunicação sobre o horário de chegada.

Quem tem poucos dias ou deseja chegar descansado provavelmente encontrará mais vantagem no avião. Para uma viagem longa, com animal, bagagem e roteiro de carro pelo continente, o ferry pode fazer sentido.

Assista ao vídeo completo para conhecer a cabine, o navio e o canil e avaliar se esse tipo de travessia combina com seu planejamento.