DEIXAMOS DUBLIN PRA MORAR NO INTERIOR DA IRLANDA! Valeu a Pena?

Vale a pena morar no interior da Irlanda? A realidade além de Dublin

Muitos brasileiros que chegam à Ilha Esmeralda acreditam que a vida se resume aos limites da capital. No entanto, o Bolder (Fillipe Cardoso) nos leva para uma jornada fora do fluxo intenso de Dublin para mostrar que existe uma alternativa viável e, para muitos, muito mais gratificante: a vida no interior. Ao visitar o casal Stenio e Clarissa, que trocou o caos urbano por uma “fazendinha” a cerca de uma hora de Dublin, o episódio desconstrói a ideia de que morar longe dos grandes centros é sinônimo de isolamento.

O conceito de “fazenda” e a conveniência no interior

Uma das primeiras quebras de expectativa apresentadas pelo Bolder é a definição de fazenda na Irlanda em comparação com o Brasil. Enquanto no Brasil uma fazenda costuma estar a horas de qualquer comércio, na Irlanda a logística é surpreendente: o casal mora em uma área rural, mas está a apenas 15 minutos de caminhada (ou 2 minutos de carro) de um vilarejo com mercado, pub e escola.

  • Infraestrutura: As estradas, mesmo sendo rurais, são asfaltadas e bem conservadas.
  • Serviços básicos: O sistema de coleta de lixo é idêntico ao de Dublin, e o aquecimento da casa funciona via querosene (com entregas rápidas via caminhão-tanque).

A bolha imobiliária de Dublin vs. Qualidade de Vida

O ponto central da discussão é o custo de vida. Clarissa e Stenio revelam que pagam 1.500 € de aluguel por uma casa de três quartos, totalmente reformada e com um amplo terreno privativo. Em Dublin, esse valor mal cobriria o aluguel de um quarto individual ou um estúdio pequeno em áreas menos valorizadas. Estima-se que uma casa com o mesmo padrão na capital custaria entre 3.000 € e 3.500 €.

Como funciona o aluguel fora da capital?

Para conseguir esse “achado”, o casal utilizou o site Daft.ie, mas com uma estratégia diferenciada:

  1. Filtro rigoroso: Aplicaram apenas para casas que realmente queriam, em um raio de uma hora de Dublin.
  2. Apresentação impecável: Criaram um texto verdadeiro detalhando profissões, renda, estilo de vida (não fumantes, gostam de receber amigos) e, crucialmente, incluíram referências sólidas de antigos locadores (landlords).
  3. Relacionamento: No interior, a confiança é a moeda principal. O dono da casa muitas vezes vive ao lado, o que exige uma convivência harmoniosa.

Trabalho remoto e o desafio do deslocamento

Uma pergunta comum é: como trabalhar morando no interior? A resposta apresentada no vídeo passa pela flexibilidade. Clarissa trabalha 100% de casa como RH de uma rede de pubs e hotéis. Já Stenio trabalha em uma multinacional em Dublin e encara cerca de 50 minutos a 1 hora de estrada diariamente.

A linha de raciocínio de Stenio é interessante: ele argumenta que quem mora dentro de Dublin muitas vezes gasta o mesmo tempo (40 a 50 minutos) presos no trânsito urbano ou no transporte público. Portanto, o tempo de deslocamento acaba se equivalendo, com a vantagem de retornar para um ambiente silencioso e espaçoso ao final do dia.

Vale a pena a mudança?

Para quem está sofrendo com o custo de vida ou a falta de segurança em Dublin — o casal menciona, inclusive, que o estopim para a mudança foi o roubo do carro deles em Tallaght — o interior oferece uma “abundância” de espaço e tranquilidade.

  • Clima: Mesmo enfrentando o inverno e meses de chuva, o casal afirma que a experiência superou as expectativas.
  • Receptividade: Bolder e os convidados notam que, fora de Dublin, os irlandeses tendem a ser mais receptivos e menos “acostumados” com o fluxo massivo de imigrantes, o que facilita a integração.

Conclusão: Existe vida fora de Dublin?

Sim, e ela pode ser muito mais barata e saudável. Se você se sente sufocado pela capital, o conselho do Bolder e de seus convidados é claro: explore as cidades dormitórios e o interior. Cidades como Carlow, Limerick ou vilarejos como o visitado no vídeo oferecem uma qualidade de vida que a bolha de Dublin muitas vezes impede de enxergar.

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