Trabalhar como nutricionista e personal trainer na Irlanda exige mais do que traduzir um diploma. Lisiane Giusti e Karoline Dias contam a Bolder como se conheceram pela internet, começaram a atender a mesma cliente e transformaram uma parceria remota no projeto B Extreme.
Uma sociedade que começou sem encontro presencial
Durante a pandemia, Lisiane já atendia pacientes online. Karoline acompanhava uma cliente em comum com os treinos, e as duas perceberam que nutrição e exercício poderiam funcionar de forma integrada. A parceria avançou antes mesmo de elas se conhecerem pessoalmente.
Karoline já havia vivido na Irlanda em 2018 e 2019, mas voltara ao Brasil pouco antes da pandemia. Com academias e atividades presenciais fechadas, passou a trabalhar mais pela internet. Lisiane então a convidou para retornar e desenvolver o projeto juntas na Irlanda.
O impacto da pandemia no negócio
Lisiane relata duas realidades simultâneas. O espaço físico permaneceu fechado, com aluguel e obrigações financeiras, mas os atendimentos online continuaram e abriram novas possibilidades. Ela aproveitou o período para produzir cursos e organizar serviços digitais.
Depois das restrições, as duas perceberam uma demanda maior. Segundo elas, parte do público passou a procurar acompanhamento pensando menos apenas em estética e mais em saúde, composição corporal e rotina sustentável.


Como é a regularização profissional
Lisiane explica que há diferença entre atuar com determinados serviços de nutrição e obter o registro mais amplo de dietitian. Ela decidiu avançar na documentação porque isso fortalecia o negócio e ampliava as possibilidades profissionais. Karoline compara esse caminho com o de personal trainer, no qual existem cursos organizados por níveis e uma entrada mais rápida do que a formação universitária exigida no Brasil.
Os procedimentos citados correspondem ao período da gravação. Quem pretende trabalhar na área deve conferir os requisitos atuais diretamente nos órgãos profissionais irlandeses e avaliar o próprio tipo de permissão migratória.
Atendimento adaptado à vida real
Outro ponto concreto da conversa é a diferença entre entregar uma dieta pronta e construir um plano possível. Lisiane fala sobre adaptar alimentação à rotina, aos produtos encontrados na Irlanda e aos hábitos do paciente. Karoline segue lógica semelhante no treino: frequência, experiência e disponibilidade precisam entrar no planejamento.
Nutrição e treino não servem só para emagrecer
As convidadas dizem que grande parte dos clientes procura acompanhamento por saúde, força e melhora de hábitos, e não apenas por perda de peso. Elas também defendem procurar profissionais qualificados antes de copiar dietas ou treinos da internet. O episódio relata experiências profissionais; não oferece prescrição individual.
Vale a pena empreender na área de saúde na Irlanda?
A resposta das convidadas não é simplista. Há demanda e espaço para um serviço personalizado, mas também existem custos fixos, impostos, burocracia e a necessidade de construir confiança. O diferencial da sociedade foi combinar competências complementares e testar o trabalho online antes de ampliar a operação física.
No vídeo completo, Lisiane e Karoline detalham a mudança para a Irlanda, a formação profissional, o atendimento a brasileiros e irlandeses e os bastidores do B Extreme.
