Todos os pedágios nacionais da Irlanda subirão em 2027; M50 terá alta de até €0,20 e Dublin Tunnel ficará €1 mais caro no pico

Os dez pedágios da rede rodoviária nacional da Irlanda terão reajustes a partir de janeiro de 2027. As novas tarifas foram aprovadas pelo conselho da Transport Infrastructure Ireland (TII) e atingirão a M50, o Dublin Tunnel e as oito estradas com pedágios operadas por meio de parcerias público-privadas.

Na M50, todas as categorias de veículos pagarão mais. Para carros cadastrados com tag ou conta por vídeo, o aumento será de €0,10 por passagem. Motoristas sem cadastro terão acréscimo de €0,20.

Atualmente, a tarifa para carros na M50 varia de €2,60 a €3,80 por viagem, conforme a forma de pagamento. Os valores mais baixos são oferecidos aos usuários de tag, enquanto veículos não cadastrados pagam a tarifa mais alta.

Dublin Tunnel ficará €1 mais caro no pico da manhã

No Dublin Tunnel, a principal mudança será aplicada no sentido sul, em direção ao centro de Dublin, durante o horário de pico da manhã. A tarifa passará de €14 para €15, de segunda a sexta-feira, entre 6h e 10h.

Praça de pedágio do Dublin Tunnel, em Dublin
Praça de pedágio do Dublin Tunnel. Foto: David Dixon/Geograph Ireland, CC BY-SA 2.0

Nos demais horários, as tarifas do túnel permanecerão inalteradas. A TII afirmou que o aumento no pico da manhã acompanha a elevação do volume de trânsito e procura preservar a capacidade da via para caminhões que acessam o Porto de Dublin.

Demais estradas e veículos pesados

Nas rodovias pedagiadas por parcerias público-privadas, as tarifas para carros subirão €0,10 na maioria dos pontos. A exceção será a M3 entre Clonee e Kells, onde os valores para carros e motocicletas permanecerão iguais.

Para veículos pesados, os reajustes serão geralmente de €0,20 ou €0,30, dependendo do peso, do número de eixos e da estrada utilizada. Na M50, algumas categorias de caminhões terão aumento de até €0,30.

Transportadoras criticam os aumentos

O presidente da Irish Road Haulage Association, Ger Hyland, classificou a decisão como cobrança excessiva e afirmou que o setor já enfrenta combustível caro, incerteza internacional e forte pressão financeira.

Segundo Hyland, o custo adicional para transportadoras poderá ser repassado aos consumidores. Ele argumentou que produtos básicos, como pão, leite e ovos, podem ficar mais caros porque as empresas terão de gastar mais para fazer as entregas.

Fontes

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