Tesco demite funcionário por pegar alimentos 40 minutos antes do horário gratuito; ação é rejeitada

Um ex-funcionário do Tesco Extra de Naas, no condado de Kildare, perdeu uma ação por demissão injusta depois de retirar produtos de baixo valor cerca de 40 minutos antes do horário em que poderiam ser levados gratuitamente pelos trabalhadores.

O caso foi analisado pela Workplace Relations Commission, conhecida como WRC, órgão responsável por conflitos trabalhistas na Irlanda. O julgador David James Murphy concluiu que a decisão da empresa estava dentro do que a legislação considera uma resposta razoável do empregador.

Produtos ficariam gratuitos depois das 21h

O Tesco mantinha uma política segundo a qual determinados produtos de padaria e hortifrúti poderiam ser registrados no caixa sem custo para funcionários depois das 21h.

Em 7 de maio de 2025, o trabalhador encerrou o turno por volta das 20h20 e levou alguns itens ao caixa. A operação foi deixada como uma transação armazenada para ser concluída depois das 21h, permitindo que ele saísse a tempo de pegar o ônibus e recebesse antecipadamente o benefício.

A equipe de prevenção de perdas da empresa identificou a operação algumas semanas depois. Após uma investigação interna, o trabalhador, a pessoa que operava o caixa e um terceiro funcionário foram demitidos.

Pães e produtos de padaria expostos em uma vitrine
Produtos de padaria estavam entre os itens abrangidos pela política. Foto ilustrativa: Yeh Xintong/Unsplash

Funcionário admitiu a conduta e pediu desculpas

Na audiência, o ex-funcionário afirmou que sempre trabalhou honestamente e classificou o episódio como um erro isolado. Ele admitiu o que fez, pediu desculpas e argumentou que os produtos tinham valor reduzido, seriam liberados gratuitamente pouco depois e acabariam descartados.

Também alegou que a prática de retirar itens depois das 20h seria mais comum entre os funcionários do que a empresa reconhecia. A WRC, porém, entendeu que ele não apresentou elementos suficientes para comprovar essa afirmação.

A defesa do trabalhador sustentou que uma advertência seria uma medida mais proporcional e que a demissão não deveria ser equiparada a casos mais graves de furto.

Tesco tratou o episódio como falta grave

O Tesco argumentou que os produtos foram retirados antes do horário permitido e sem pagamento. Para a empresa, isso caracterizou quebra de confiança e falta grave, independentemente do baixo valor dos itens.

O gerente ouvido no processo afirmou que a companhia mantém uma abordagem consistente: qualquer retirada não autorizada de mercadoria pode resultar em demissão. Os outros dois funcionários envolvidos no desvio do limite das 21h também foram dispensados.

WRC considerou a demissão razoável

O julgador reconheceu que os produtos tinham baixo valor e se tornariam gratuitos cerca de 40 minutos depois. Ainda assim, concluiu que o Tesco poderia razoavelmente classificar a conduta como retirada de mercadoria sem pagamento.

A WRC não decidiu se a demissão era a única punição possível ou se seria a escolha mais branda. O órgão avaliou se a resposta adotada pelo empregador estava dentro de uma faixa considerada razoável e concluiu que estava.

Com isso, a reclamação por demissão injusta foi rejeitada. A decisão trabalhista não representa uma condenação criminal do ex-funcionário.

Fonte

Relato da decisão: Kildare Nationalist/BreakingNews.ie — 25 de agosto de 2026.

Informações institucionais: Workplace Relations Commission.

Imagem destacada: Jack Lee/Unsplash. Imagem do corpo: Yeh Xintong/Unsplash.

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